sábado, 20 de fevereiro de 2016

O elo da corrente!

Sou brasileiro e não costumo desistir, mas há momentos que o cansaço de remar contra a maré fala mais alto.

Estamos numa guerra? Uma guerra não declarada, velada. Violenta, sangrenta. Um massacre em meio ao campo de batalha?

A todo o momento, notícias sobre violência das mais absurdas e bizarras aparecem e nos chocam cada vez mais com a frieza e fealdade das pessoas. Exemplos: pai espanca o filho de 8 anos até a morte; pai, madrasta e amiga mata o filho de 11 anos; mãe e padrasto envenenam filho de 4 com diabete. Violência escolar: aluna é agredida pelos colegas por ser bonita. Mulheres são violentadas sexualmente no metrô por usarem roupas curtas. Vídeos gravados por imbecis retratando a violência contra animais. Cenas de corrupção que já nem nos chocam mais. Sem falar nas drogas que roubam a infância ou adolescência dos nossos jovens, o futuro desse país!

A pergunta que não quer calar, onde vamos parar? Ou melhor, aonde o ser humano chegou? Como ficará o futuro da pátria amada chamada Brasil?

Essa onda de violência e de confusão da palavra liberdade com licenciosidade gera uma questão óbvia, a impunidade.

Tudo bem. Alguns podem dizer que a culpa é do governo que apenas gera renda com as infinitas bolsas misérias e utiliza-se da antiga política romana do pão e circo. Na verdade, sinto-me enganada, porque se roubou dos cidadãos o direito. O direito de vivermos numa sociedade livre, justa, fraterna, solidária e sem preconceitos, como está apregoado na nossa Carta Magna. Lei essa que devia reger esse país e torná-lo melhor.

Mas a culpa é de quem? Apenas do social enquanto governo? Não. Uma parcela de culpa é nossa.

Sim. O leitor pode até discordar num primeiro momento, mas espere um instante. O que acontece hoje é que, por conta das redes sociais, as pessoas estão cada vez mais individualistas e se esqueceram do amor. Vivemos conectados e ao mesmo tempo alheios ao que acontece no arredor. Você já deu um BOM DIA ao seu vizinho hoje? Sorriu para alguém que encontrou na sua caminhada, ou estava preocupado olhando o facebook no celular? Ajudou o idoso (a) atravessar uma rua movimentada? Não. Que pena. Você se sentiria tão melhor se tive alguém com quem se preocupar. E se sim. Que bom, imagino que você esteja mais feliz com você mesmo.

Então, se cada um fizesse a sua parte poderíamos viver numa sociedade melhor? Logicamente que sim. Há algum tempo, ouvi uma fábula que dizia mais ou menos assim: uma floresta pegou fogo e todos os animais correram no sentido contrário ao fogo, na luta pela sua sobrevivência (o individual) e apenas um passarinho voava até o rio próximo e com o seu bico pegava uma gotinha de água, ia até o fogo e a soltava. Cansado, parou por um instante no galho de uma árvore e um elefante que fugia para longe lhe perguntou: — Porque fazes isso, é inútil. O fogo acabará com tudo. Então o  pássaro lhe respondeu: — se cada um fizesse a sua parte, unidos podemos fazer muito!

Podemos dizer sim que a culpa é nossa, pois é a ausência de amor em nossas vidas! Não iremos mudar o mundo ou o planeta, mas atitudes mudam apenas a nós mesmo. Mas, com a força do nosso amor, o desejo e a vontade de mudar, podemos sim mudar o nosso e o destino de outras pessoas, parafraseando Paulo Coelho.



Tudo pela corrente do bem! Embarque nessa onda!











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